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No coração de Brasília, onde circulam decisões econômicas e fluxos financeiros, existem histórias que raramente ganham visibilidade.

Faces nasce desse contraste.

Sobre o projeto

No coração de Brasília, onde circulam decisões econômicas e fluxos financeiros, existem histórias que raramente ganham visibilidade. Faces nasce desse contraste.

O projeto reúne dez retratos de pessoas que vivem (ou já viveram) em situação de vulnerabilidade no Setor Comercial Sul, uma das regiões mais centrais da cidade. São homens, mulheres e pessoas trans que compartilham uma experiência em comum: o uso de um banheiro comunitário que, mais do que um serviço básico, se tornou um espaço de acolhimento, convivência e reconstrução de dignidade.
 
Criado e reformado durante a pandemia de Covid-19 como resposta emergencial à crise sanitária, o banheiro oferece chuveiros, água potável e condições mínimas de higiene para quem não tem acesso a esses direitos. Hoje, com a redução das doações, sua continuidade está ameaçada.


É nesse contexto que Faces se estabelece, não apenas como uma exposição, mas como uma plataforma de escuta e visibilidade.
 
Mais do que observar, Faces propõe um deslocamento: não se trata apenas de ver – mas de se reconhecer no outro.
 

Foto do Banheiro Comunitário no Setor Comercial Sul, em Brasília
Foto do Banheiro Comunitário no Setor Comercial Sul, em Brasília

Sobre o banheiro comunitário

Em 13 de maio de 2025 o banheiro comunitário do Setor Comercial Sul completa 5 anos. garantindo saneamento básico a quem passa pelo centro de Brasília. Após 20 anos fechado, foi inaugurado durante a pandemia e, atualmente, atende mil pessoas por semana.
 
Em 2021, a experiência foi apresentada na Semana Mundial da Água de Estocolmo, como tecnologia social garantidora de saneamento a pessoas que não têm acesso ao direito, pois sequer entram nos censos realizados. Em 2023, o banheiro foi um dos projetos apresentados no 8º Festival Internacional de Intervenções Urbanas no Rio de Janeiro.

O diretor-geral do Instituto, Rafael Reis, destacou que “o espaço é um instrumento transformador e inovador, e mostra que a gente pode pensar em construções coletivas de longo prazo”. 

Adotado por meio do programa “Adote uma Praça”, o equipamento funciona de maneira coletiva: a reforma foi realizada por duas empresárias do próprio SCS, água e luz são fornecidas pela Administração do Plano Piloto e a gestão é feita pelo No Setor com doações da sociedade civil.

O No Setor aceita doações em material de limpeza e em dinheiro. O grupo mantém uma página na plataforma Benfeitoria e recebe doações pontuais no pix@nosetor.com.br

Ficha técnica

Produção executiva e Fotografia: Ana Lima

Direção criativa e identidade visual: Pedro Matallo
Coordenação de produção: Sofia Gomes

Ana Lima

Fotógrafa

Com mais de 30 anos de trajetória, Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB) e construiu uma carreira que atravessa a fotografia de moda, beleza e gastronomia, com mais de uma década de colaboração com a Editora Abril. Também atua no audiovisual, como diretora e fotógrafa. 
 

Produziu o longa Indianara, exibido no Festival de Cannes em 2019, e é autora das imagens do livro Telma da Babilônia, premiado no Best Cookbook Awards 2025. Atualmente, dirige o curta documental Prata 70, filmado em Pirenópolis (GO).
 

Retrato da fotógrafa do projeto, a Ana Lima
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